trabalhadoras, mulheres, negros e negras, povos e comunidades
tradicionais, indígenas, quilombolas, ribeirinhos e ribeirinhas, ciganos e
ciganas, crianças, adolescentes e jovens, movimentos estudantis,
pessoas idosas, associações de moradores, sindicalistas do campo e das
cidades, populações atingidas por barragens, movimentos da população
em situação de rua, LGBTQIAPN+, pessoas com deficiências, movimentos
de luta por moradia, extrativistas, pescadores e pescadoras artesanais,
catadores e catadoras de materiais recicláveis, ambientalistas, ativistas
em defesa dos direitos dos animais, mestras e mestres do saber,
professores e professoras, cientistas de todos os biomas, estamos na
linha de frente da preservação ambiental, da luta pela justiça, trabalho
decente, de inclusão socioambiental e a efetivação das políticas contidas
no Decreto 6.040, de 2007 e Decreto 8750, de 2016.
6. Neste processo de participação social na Agenda de Ação da COP 30,
estudamos e apresentamos propostas para as seis áreas da Agenda de
Ação da COP lançadas pela presidência brasileira para orientar nossos
compromissos antes, durante e depois da COP.
7. Constatamos que, dos territórios, surgem experiências que demonstram
a força das soluções locais: brigadas de mulheres que enfrentam o fogo,
jovens que desenvolvem tecnologias de captação de água da chuva,
comunidades que reconstróem roçados em áreas degradadas, iniciativas
de economia solidária, sociobioeconomia, agroecologia e educação
ambiental orientados pela cultura ancestral e por experiências de
adaptabilidade contemporânea.
8. São práticas de resiliência e de resistência que revelam uma Amazônia
viva, criativa e solidária, que insiste em reinventar-se frente à
adversidade. Elas mostram que a justiça climática nasce da escuta e da
participação, e que os povos amazônicos não são vítimas passivas, mas
protagonistas da transformação.
9. Essas experiências merecem reconhecimento político e apoio financeiro.
O desafio sempre é transformar essas práticas locais em políticas
públicas estruturantes, capazes de articular municipalidades, estados,
universidades e movimentos sociais. A governança territorial
participativa é o caminho para que o conhecimento dos povos e a ciência
se encontrem, produzindo políticas de prevenção, adaptação e mitigação
territorializadas e inclusivas.
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