O LUGAR DO INDÍGENA EM VÍDEOS DE MOBILIZAÇÃO POLÍTICA: TENSÕES ENTRE SUBJETIVIDADES E REGIMES DE VISIBILIDADE

Thiago Almeida Barros, Edgar Monteiro Chagas Junior

Resumo


Este artigo consiste em análise de conteúdos audiovisuais da organização não governamental (ONG) Greenpeace Brasil publicados durante campanha contrária à instalação de barragens no rio Tapajós, no Pará. O corpus se concentra em três vídeos, nos quais jovens Munduruku narram suas experiências cotidianas na aldeia Sawré Muybu e destacam seus pontos de vista sobre a ameaça ao território. Considerando que a ONG tem potencial para atuar como um dispositivo de subjetivação política no campo das lutas socioambientais, desmembramos os vídeos em camadas de textos e imagens para avaliar se concentram características que permitam a reconfiguração de regimes de visibilidade e a exploração das potências políticas e criativas na criação de demandas. Identificamos marcadores que indicam caminhos para realocação do lugar dos indígenas em vídeos de mobilização política, no entanto, em processo permeado por tensões e modulações discursivas que comprometem o potencial enunciativo dos sujeitos em questão

Palavras-chave


Mobilização política; Greenpeace Brasil; Munduruku; Regimes de visibilidade; Vídeos.

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DOI: http://dx.doi.org/10.17648/asas.v20i1.2998

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ISSN:1415-7950