RELIGIOSIDADES MARGINAIS EM UMA CIDADE DE FRONTEIRA

Autores/as

Palabras clave:

Religiosidade. Marginalidade. Fronteira. Método indiciário.

Resumen

O artigo analisa práticas de religiosidades categorizadas como marginais, no contexto de uma cidade de fronteira, em meados do século XX, no norte do Paraná. Inicialmente planejada para ser uma “cidade-jardim”, uma “Terra da Promissão”, com uma ética voltada ao trabalho, regida por valores morais e religiosos dos cristãos, Londrina logo experimentou um exponencial crescimento populacional em torno do cultivo do café. Surgiram, desse modo, contextos marginais, onde se desenvolveram comportamentos não idealizados, tais como práticas e serviços religiosos desviantes da ortodoxia religiosa hegemônica. Mediante o emprego conceitual do método indiciário, proposto pelo historiador Carlo Ginzburg, que acentua a investigação a partir de “vestígios” contidos nas fontes, esse texto apresenta resultados da análise de matérias de jornais arquivadas em acervo, articuladas com escritos memorialistas e obras acadêmicas. Os resultados da pesquisa revelaram uma intensa circulação de heterodoxias naquele período e contexto, tais como: curandeirismo, venda de remédios milagrosos, benzimentos, serviços de magia para solução de problemas amorosos, familiares e trabalhistas, cartomancia associada a videntes e ciganos, dentre outros aspectos.

Biografía del autor/a

Nícolas de Souza Pires, Universidade Estadual de Londrina

Possui graduação em História pela Universidade Estadual de Londrina; possui especialização em Religiões e Religiosidades, pela Universidade Estadual de Londrina.

Publicado

2025-12-26